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//DESTAQUE
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Geraldo Magela é o melhor humorista cego do Brasil. Mesmo porque, só tem ele. Antes de ser humorista, na infância, foi vendedor de picolé, refresco, bolinho de espinafre, carregador de feira. Quando adulto, fez como a maioria dos deficientes visuais: vendeu loteria. Um tremendo pé frio, não vendeu um prêmio sequer. Também fez locução em lojas, anunciando produtos do tipo: camisas que depois de lavadas servem para o irmão mais novo, calças que depois de lavadas viram bermudas. Sempre de um jeito diferente, Geraldo Magela ficava escondido, anunciando os produtos fazendo imitações de personagens famosos, dando a entender que os mesmos estavam ali presentes.
A carreira artística começou no rádio. Como ouvinte, ganhou um concurso em um programa do maior nome do rádio mineiro, Aldair Pinto. O prêmio: uma lata de café de 2 kg, que tinha, na verdade, 1kg e 250g. Mas, Aldair Pinto pediu que Geraldo Magela fizesse algumas imitações e o convidou a participar do seu programa. Depois, passou a ter um programa só seu e trabalhou em diversas rádios mineiras. Rádio Incofidência, Rádio Capital, Rádio Itatiaia.
A primeira experiência na televisão foi na Rede Minas, apresentando um programa de rádio dentro da TV, chamado “Rancho Fundo”. No teatro começou com a peça “Radioatividade”, uma programação de um dia em uma rádio feito no palco. Logo depois, apresentou o show “Cegos, mancos e loucos” com Kaquinho Big Dog. Cego era ele, Kaquinho era o manco e os loucos eram os que iam assisti-lo. Em 1996, Geraldo Magela lança o show que o consagrou “Ceguinho é a Mãe”, no programa “Jô Soares Onze Meia”, ainda no SBT. A partir daí sua carreira decolou. E o humorista participou dos principais programas de televisão do país.
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Geraldo Magela também teve o seu trabalho divulgado no exterior. Em junho de 97 foi convidado pela TV SIC, de Portugal, para participar do programa Big Show Especial. Em 98, o humorista esteve na Copa do Mundo da França onde, além de divulgar o seu trabalho, foi cumprir também a difícil tarefa de olheiro da Seleção Brasileira. Durante sua estadia em Paris, o trabalho foi divulgado por redes de televisão de Portugal, Estados Unidos, França e outros tantos países que estavam fazendo a cobertura da Copa/98.
De lá pra cá, o Ceguinho participou da Escolinha do Barulho na Record. Teve uma gata-guia no Zorra Total. Pulou de pára-quedas no programa do Otávio Mesquita. Dirigiu um carro, no Pânico na TV, com a Sabrina Sato no pára-choque, depois foi a vez do Bola. Além de dirigir, ainda fez baliza, estacionando entre dois carros. Ele é, sem dúvida, um Cego de olho no futuro.
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