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Geraldo
Sebastião Magela Dias, 47 anos, separado, 2 filhos, nasceu em Belo
Horizonte, Minas Gerais, em 10 de maio de 1958.
Deficiente visual (retinose pigmentar).
Quando criança, foi vendedor de picolé, refresco, bolinho de espinafre,
carregador de feira. Já adulto, começou como a maioria dos deficientes
visuais, vendendo loteria durante dez anos. Se orgulha em dizer que
durante este tempo todo não vendeu um prêmio sequer (tremendo pé-frio).
Depois passou a trabalhar em lojas fazendo locução, anunciando produtos
do tipo: camisas que depois de lavadas servem para o irmão mais novo,
calças que depois de lavadas viram bermudas. Geraldo Magela sempre teve
um jeito diferente de trabalhar. Nas lojas que trabalhava ficava
escondido e anunciava os produtos fazendo imitações de personagens
famosos, dando a entender que os mesmos estavam ali presentes.
Como sempre gostou de ouvir rádio, um dia ganhou um concurso num
programa do maior nome do rádio mineiro, Aldair Pinto. O prêmio não foi
exatamente um carro ou uma casa, mas sim uma lata de café de 2 quilos,
que tinha, na verdade, 1 kg e 250 g.
A primeira oportunidade para trabalhar em rádio surgiu aí, pois o
apresentador Aldair Pinto pediu que fizesse algumas imitações e o
convidou a participar do seu programa.
Mais tarde passou a ter um programa só seu, na mesma Rádio Capital,
depois transferiu-se para a Rádio Mineira, Rádio Inconfidência e Rádio
Itatiaia onde, durante 6 anos e meio, apresentou o programa "No Canto do
Rádio" diariamente de 4 às 6 da manhã, sendo esta a rádio mais ouvida de
Minas, e seu programa sendo gerado para mais de 20 emissoras pelo
interior do estado.
Teve também uma experiência em televisão, na Rede Minas, apresentando um
programa de rádio dentro da TV, chamado "Rancho Fundo".
No teatro começou com a peça "Radioatividade", uma programação de um dia
numa rádio feito no palco.
Logo depois apresentou o show "Cegos, mancos e loucos"; ele era o cego,
seu companheiro, Kaquinho Big Dog, era o manco, e loucos eram os que iam
assisti-los.
Finalmente, em novembro de 96, fez o lançamento do seu show “Ceguinho é
a Mãe”, no programa “Jô Onze e Meia”. A partir daí, a carreira do
humorista decolou. Para divulgar o seu espetáculo, participou dos
principais programas de televisão do País, como: Hebe, Domingão do
Faustão, Raul Gil, Ratinho, entre outros.
Geraldo Magela também teve, por três vezes, o seu trabalho divulgado no
exterior. Em junho de 97 foi convidado pela TV SIC, de Portugal, para
participar do programa Big Show Especial. Em 98, o humorista esteve na
Copa do Mundo da França onde, além de divulgar o seu trabalho, foi
cumprir também a difícil tarefa de olheiro da Seleção Brasileira, e
durante sua estadia em Paris o trabalho foi divulgado de uma maneira
mais ampla através da imprensa internacional, como as redes de televisão
de Portugal, Estados Unidos, França e outros tantos países que estavam
fazendo a cobertura da Copa/98. A terceira vez foi no dia 17/03/2002
quando, mais uma vez, foi convidado a participar da estréia do novo
programa da TV SIC, Super Sábado, onde Geraldo Magela e Reynaldo
Giannechini foram entrevistados.
Nestes 9 anos em que o espetáculo Ceguinho é a mãe está em cartaz, o
show foi apresentado em quase todas as capitais brasileiras, incluindo 3
temporadas na capital de São Paulo, nos teatros Itália, Imprensa e Bibi
Ferreira.
No final de outubro de 2001, o humorista lançou seu 1º CD a nível
nacional. É um trabalho independente. O disco conta com 8 músicas e mais
a gravação ao vivo do espetáculo “Ceguinho é a mãe”. Neste disco, o
humorista pede para que ninguém ouça a faixa de nº 5. Segundo ele, “como
diria Boris Casoy, ‘é uma vergonha’.”
Em fevereiro de 2002, o humorista lançou seu novo espetáculo, Ceguinho
chutando o balde, mas continua, paralelo a este espetáculo, apresentando
o Ceguinho é a mãe.
Também naquele ano, Geraldo Magela foi entrevistado pela 6ª vez por Jô
Soares. A entrevista foi ao ar no dia 20 de maio, segunda-feira. Aliás,
sempre, ao final de cada espetáculo, Geraldo Magela homenageia o
apresentador: “Eu acho que o Jô não faz idéia da importância dele em
minha carreira. Me sinto um privilegiado. Das cinco vezes que estive em
seu programa, as entrevistas foram reprisadas entre as melhores. E
agora, nessa mais recente, acho que também me saí bem. O Jô me deixa
completamente à vontade, e sua equipe é maravilhosa. Me trata com tanto
carinho e respeito que chego a ficar constrangido”.
Depois de participar por dois anos e meio do programa Escolinha do
Barulho da Rede Record, o humorista teve, recentemente, parte de seu
sonho realizado: participar do programa Zorra Total, da Rede Globo de
Televisão, onde ele diz que, como cego, não usa cão-guia. Sendo assim,
“quem não tem cão caça com gata”: a sua gata-guia Vivi. Sua participação
foi ao ar no dia 16 de julho de 2005.
Geraldo Magela afirma ser o maior e melhor humorista cego do Brasil,
mesmo porque só tem ele. Ele é, sem dúvida, um cego de olho no futuro.
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